sábado, 18 de outubro de 2008

"Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio"

Como diz a frase título de hoje, autoria de Caetano Veloso...Saudade é bom! E ruim =/
Porque, óbvioo, tudo tem dois lados sempre. E isso também é bom e ruim...veja só...hauhaha
Então...continuando...faz um tempinho já, ando numa fase meio nostalgica e nem sei o porquê. Deve ser porque vou me formar agora em dezembro, vida nova e tudo o mais, tudo mudando, separar dos amigos, da família e ver que o tempo passou rápido demais!
Dá uma saudadeee...até mesmo do que um dia você não gostou...
Por exemplo, esses dias eu senti saudade de umas amigas que não se mostraram muito amigas, quando eu tinha 17 anos e tava na escola ainda...mas eu senti saudade daquela época em que a gente se reunia na casa de uma delas e via filme até tarde, saudade daquela noite em que passamos a noite toda jogando videogame...ou daquela outra que ficamos na piscina atée altas horas. Mas, eu me lembrei especialmente do dia em que catamos os patinetes dos nossos irmãozinhos e fomos andar pela cidade, num sábado qualquer de sol.
Saudade de me sentir assim, criança, fazer coisas tolas e ter alguém com quem o fazer.
Vida de adulto é meio solitária. Todo mundo é tão racional...
Sinto saudades também da época em que eu fiz teatro...passava a tarde toda la, só voltava tarde da noite, o que deixava minha mãe meio brava ;X
Saudade de quando eu era criança e podia brincar de boneca sem que ninguém falasse que era ridículo...eu ainda tenho a minha primeira boneca e às vezes troco ela de roupinha (prontofalei).
Saudade dos meus 10 anos, quando eu catava essa mesma boneca, pegava a mochila de roupinhas e ia de moto com meu "padrasto" pra casa da minha melhor amiga brincar. A gente era sempre uma atriz famosa... era bom.
Saudade de ir pra praia...já faz uns 5 anos que não vou pra praia...
Saudade imensaas do meu novo amor, do meu afilhado...faz só 5 meses que ele existee no mundo, mas faz faltaa...faz tempo que não o vejo e tô morrendo de saudadees!
Saudade de poder deitar na cama e dormir, sem ter aquela insôniia, aqueles pensamentos todos na cabeça!
Saudade de catar o biquini e ir pra piscina vegetar sem me sentir culpada porque tenho monografia pra escrever...
Saudade. De sei lá o que...sinto falta de não ter aquela amiga ou amigo que tá em todas com você, topa andar de patinete ou pegar a mochila e descer até a Argentina só pra poder andar a toa e dormir em qualquer lugar. (Isso é um sonho que eu tenho...e acho que vou ter que cumpri-lo sozinha.)
Saudade de tantas coisas...acho que no fundo, saudade de mim mesma né? E saber que ano que vem, vou sentir saudade da faculdade, de acordar cedo e ir assistir aula...saudade de já de sentar na escada lá da faculdade e observar nossos preferidos passarem haha (2006 foi o melhor ano de todos até agora!)
Saudade de ser mais doida. Mais livre. Mais feliz.
E deixa eu ir dormir, porque é filosofia demais pra 2 da manhã.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

À la Extreme makeover: reconstrução total.

Desde muito nova, quando tinha meus 15 anos, não me lembro bem, viciei-me em crônicas. E todas as semanas entrava em um site que continha crônicas da Martha Medeiros e adorava. Ela é uma das minhas preferidas. Pena que já não posso ler as crônicas dela nesse site, pois ela não escreve mais lá. Curto muito crônicas e vou postá-las aqui, às vezes...
às vezes temos o sentimento, aquela agonia, e não sabemos como expressá-lo, então pegamos emprestados textos alheios que dizem exatamente o que sentimos.
Aqui está uma crônica da Martha Medeiros, que diz exatamente o processo em que estou.
I hope you like. ;)

"Desconstruções
Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real. Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito. Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa. A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé."
Martha Medeiros.

sábado, 11 de outubro de 2008

Mentira tem perna curta...mas faz estragos.

Eu sou o tipo de pessoa que não minto. Não gosto de mentiras. Já fiz muito isso quando era adolescente...mas nunca cheguei a machucar ninguém. E acho que se vai mentir, que minta direito, certo? Não minta de qualquer jeito...crie uma história concreta e esteja pronto para os erros do caminho...aqueles que a gente não espera. É arriscado mentir porque, você mente para outras pessoas e pessoas são imprevisíveis...você nunca sabe bem o que ela vai poder fazer e dai, toda a farsa pode dar errado. E sempre dá. Pode demorar...mas dá.
Eu sou também o tipo de pessoa que acredita. Acredita que existam pessoas boas, pessoas verdadeiras e bom, não chego a acreditar em papai noel, mas acredito no espírito da coisa toda...mas, eu quero acreditar no que me dizem, sempre dou um voto de confiança. Um, dois, três...não gosto de me decepcionar com as pessoas, não gosto de errar meu julgamento sobre elas. Espero sempre o melhor. Perdôo um errinho aqui, outro lá...e sempre procuro acreditar que não foi por querer ou "essas coisas podem acontecer com qualquer um". Estou errada em ser assim?
Sou também o tipo de garota que se doa. Demoro a me envolver, demoro a fazer amizades, mas quando o faço, eu sou inteira. ali pro que der e vier e mexeu com amigo meu, mexeu comigo...sabe como é? então...Tentei mudar isso mas não adianta, sou assim e não consigo ser diferente. É errado ser assim?
Ontem descobri algo que há tempos eu desconfiava...quer dizer, ainda não sei totalmente a verdade, mas sei que a verdade em que eu acreditava, não era a verdade verdadeira...deu pra entender a confusão? Eu desconfiava de algo errado, sentia aquela coisinha que dizia que tinha coisas escondidas...intuição. Um telefone que não pertence à aquele dono...um endereço onde a carta nunca chega...desculpas, desculpas, fugas e fugas. A gente vai se enchendo e mesmo uma pessoa que sempre espera o melhor, começa a ver que existe algo errado. Posso ser devagar, mas não sou estúpida. Passar telefones e endereços errados, quando sabe que a pessoa vai ligar, vai atrás é menosprezar a inteligência alheia. E confirmar a sua própria inocência.
O que leva uma pessoa a mentir sobre si mesmo, quando há sentimentos? Ou não houve sentimentos? Sim, houve, disso tenho certeza, no mínimo um certo carinho houve. Pois, houve muito tempo gasto, muitas horas "desperdiçadas" que pessoa nenhuma jogaria fora para simplesmente brincar com outra pessoa. 2 anos, é muito tempo para algo onde não há sentimento, certo? Bom, pelo menos creio eu.
Não entendo o porquê dessas mentiras. Mentiras infundadas, mentiras sem nexo. A realidade poderia ser mais interessante até. O que se ganha? Pois o que se perde, isso eu já sei na pele.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Onde é o botão de desliga?

Há bastante tempo eu venho pensando em fazer um blog.
E finalmente hoje, criei coragem e o fiz. Não sei se terei leitores, não sei se irei seguir adiante, mas aqui está.
Pensar é uma coisa interessante. A gente não pára de pensar nunca. Eu acho que deveríamos ter um botão de desliga. Iria ser simples desligar e a gente parava de pensar naquilo que nos machuca.
Pois já perceberam que o que nos faz sofrer, ou o que mais nos faz sofrer, são os nossos próprios pensamentos? As pessoas nos machucam, nos maltratam e ponto. Nada possamos fazer quanto a isso, certo? E depois sempre há o pensamento ali, martelando, torturando, tirando nosso sono. Não seria mais fácil se na medida que pessoas saem da nossa vida, saissem também do nosso pensamento? Iria ser mais simples seguir em frente. Muito sofrimento seria evitado, certamente.
Eu sou uma dessas pessoas que usaria o botão de desligar sempre. Óbvio, teriam as pessoas que jamais o ligariam (aliás, acho que tem pessoas que simplesmente não ligam nunca!) mas eu o usaria com bom senso.
Eliminaria os pensamentos que me machucam, e que eu sei que não deveriam passar pela minha mente. "O que ele está fazendo agora?" "Será que também sofre como eu?" "Será que ele pensa em mim?"
Sim! Ultimamente, há muito mais tempo que eu gostaria, um certo garoto não sai de meus pensamentos. Muitos foram ótimos, alguns bons e muitos doloridos também.
Mas, estou na etapa de que não quero mais pensar. Dói. É torturante. Quero seguir em frente, quero que meus pensamentos sejam realmente o que meu rosto e minha boca mostram para o mundo...mas sempre que estou sozinha, sempre que não preciso fingir, lá vem o pensamento danado..."Será que ele já seguiu em frente ou ainda pensa em mim quando está sozinho?"

Seja o que for, é preciso calma. O botão seria bom mas não iria diminuir o sofrimento...pois ele estaria lá, não é?
Só o tempo, cura a dor e muda os nossos pensamentos doloridos.